Mostrando postagens com marcador Histórias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Histórias. Mostrar todas as postagens

15 de dez. de 2010

Nem sempre, o herói vence...

Então, aqui mais um texto escrito por mim. Esse fora escrito com a intenção de ser enviado ao concurso do Santuario RPG Maker, intenção que fora realizada. Não ganhei o concurso, mas foram bastante votos para o texto. Espero que apreciem a leitura.


E lá estava ele.
   Somente ele ainda estava de pé. Mas sabia que se a batalha durasse mais tempo, ele iria cair e não conseguiria se erguer. Talvez não por falta de energia, mas sim por que não teria a chance de tentar.
   O Lugar estava em chamas, já não fazia ideia se existia algo para ser queimado. O fogo não era fogo comum, queimava mesmo sem ter o que queimar... Os habitantes das proximidades já haviam tentado se salvar, mas nenhum deles deve ter conseguido. Quando o mal chega, é para eliminar a todos.
   Ninguém mais estava por perto, pois aqueles que estavam com ele, já haviam sido derrotados. Somente ele e sua espada estavam lá para tentar salvar algo que já não havia como ser salvo. Seu senso de honra o impedia de fugir da batalha.
   O calor da batalha era grande, não havia muito que ele podia fazer... Se defender já era um grande progresso. Seus olhos já não o permitiam ver seu oponente, na verdade ele já não conseguia ver muita coisa. Só o que ele via era a luz que vinha das chamas, mesmo que nem elas ele conseguisse ver às vezes.
   Perante essa situação, ele já não sabia se estava enfrentando o mesmo oponente de quando a batalha começou. Mas isso não importava só o que lhe importava era sobreviver a ela.
   Em algum momento, ele deve ter baixado sua guarda, mais baixa do que já estava, pois seu oponente conseguiu tirar a espada de sua mão.
   Assim, ele estava completamente indefeso.
   Não haveria chance de sobrevivência agora, só o que ele podia fazer era esperar que sua morte fosse rápida.
   Como sempre imaginou que aconteceria no momento de sua morte, ele começou a ter visões de como passou sua vida. Lembrou-se da primeira vez em que ajudou alguém, a primeira vez em que pode sentir a emoção de vencer algum oponente...
   Ele não se arrependia de nada que tivesse feito, pois viveu da maneira que gostava e da maneira que imaginava quando era apenas uma criança.
   Ainda mais por que o que o consolava era saber que esse mal que havia o derrotado não era um mal eterno. Um dia ele também viria a ser derrotado, ou por algum sobrevivente no mundo, ou simplesmente pelo tempo.
   Então para ele, era uma morte tranqüila, mesmo com o que aconteceu após concluir isso... Sua barriga fora transpassada por uma arma metálica, não sabia o que era. Se era uma espada ou uma lança, não importava mais a ele.
   Assim, mesmo derrotado, ele morrera sorrindo.

3 de dez. de 2010

Pequena, ou nem tão, cena de algum futuro...

Estava eu, e minha Patricia, conversando. Como sempre fazemos. Mas dessa vez eu passei a viajar um pouco, uma viagem que ela incentivou, o que eu resumi em apenas três linhas no msn para ela. Eu tornei em duas paginas de um arquivo no word, que agora eu estou postando para vocês lerem.


     
A casa estava lotada, era para ele o show mais esperado.
     Se sentir nervoso era normal, mas não para ele... Nem mesmo com seu whiskey ele melhorara, nem jogando sinuca com seu amigo e baterista, nem comendo seu x-bacon de sempre ele conseguiu relaxar.
     O que quer que fosse acontecer antes do que ele planejara não poderia interromper o show.
     Faltavam apenas três minutos para subir no palco. Logo ele estava terminando seu aquecimento, e assim olhava seus comparsas, um apelido que dava aos amigos, enquanto terminavam seus próprios ritos para tocarem.
     Iam tocar apenas seis musicas previstas, mas ele queria uma sétima. Uma em especial, para alguém em especial.
     Prestes a subir no palco, ele tentou, infrutiferamente, afastar dos olhos parte do cabelo que insistia em ficar sob seu rosto, já ocultado por seus óculos escuros de motoqueiro.
     - Que seja, vamos lá ver no que vai dar isso... – disse ele para tentar aliviar um pouco de seu nervosismo.
     Ele estava lá como sempre, algo naquele palco semi-destruido o acalmava, ao desenrolar da segunda musica, ele passou a encarar não a platéia, mas o próprio palco. Lembrando de tudo que já havia acontecido com ele e sua banda. A vez em que jogaram uma bomba de festa junina que fez com que um dos cabos se rompesse e o show fosse interrompido. A vez em que fãs malucas driblaram a segurança e pularam no palco e destruíram a bateria e alguns amplificadores. Varias memorias vieram ao mesmo tempo, então para não se perder ao meio da letra, ele parou e voltou a encarar a platéia, mesmo que não tivessem percebido que ele não estava os encarando.
     Em meio à platéia, ele pode ver ela. Estava linda como sempre, talvez até mais do que o normal, estava com uma camiseta da banda, justamente a camiseta em que somente seu rosto era visto, ou parte dele... já que ele nunca era visto sem seus óculos ou o cabelo lhe ocultando parte do rosto. Os outros membros da banda já sabiam que ele tinha um caso com ela, mesmo que ele nunca tivesse apresentado-a para eles. Sabiam que ele era um cara supersticioso, mas ele já havia passado dos vinte e sete anos, estava na hora de apresentá-la.
     Ao final da sexta musica. O pessoal dos bastidores já queria encerrar, mas ele já havia combinado de tocarem uma musica extra. As pessoas que já estavam se encaminhando para a saída ou para o bar, voltaram para frente do palco para ver o que iria acontecer. A musica já estava bem a frente, já era hora de ele começar a cantá-la, mas ele simplesmente tirou seus óculos, os jogou para alguém na platéia, e disse:
     - Esse, é um momento especial para mim. Ontem foi meu aniversario e eu decidi que já era hora de fazer algo que eu já tinha vontade de fazer a algum tempo... Há muito tempo, na minha época de adolescente, eu conheci uma garota. Acho que da banda, só meu amigo baterista ali que a conheceu. Hoje ela está aqui, como em grande parte das nossas apresentações... Patrícia, eu quero que você venha até o palco.
     Todos estavam à procura dela, e em meio a confusão, ela se encaminhou para as escadas e quando as subiu, todos começaram a aplaudir. Até mesmo ele a aplaudiu.
     A cena era até um pouco engraçada. Ele era realmente muito alto em comparação a ela.
     - Achei que não teria coragem de subir ao palco mocinha.
     - Já disse que não sou mocinha, e nem você um mocinho, nós crescemos com o tempo, ou você não percebeu?
     - O tempo pra mim é irrelevante, e você sabe... Mas o que eu quero, não é discutir isso – disse ele ao ouvir a platéia assoviar – Sabe que hoje, faz quatorze anos, três meses e alguns dias que nós nos conhecemos.
     - É? Eu nunca contei – disse ela rindo
     - E dizem que os homens é que são desligados. Patrícia... – começou ele se ajoelhando – você gostaria de desposar o homem mais problemático, confuso e munido de raiva do mundo? – completou ele tirando de um de seus bolsos, uma pequena caixa com uma aliança dourada, e aquele que tivesse uma boa visão para o escuro poderia talvez ver os dizeres “Patty e Luigi”.
     Nesse momento, uma grande onda de aplausos, assovios, gritos, berros e tudo mais que se tinha direito foi feito. Um grande silêncio se seguiu após essa pequena confusão. Todos aguardavam a resposta à pergunta feita.
     - Mesmo todo problemático como é, apesar do quanto isso seja estranho, você ainda é o homem mais fofo que já conheci então eu digo a você que sim, eu quero desposar o homem mais problemático do mundo.
     Dessa vez, não houve quem se conteve para comemorar o acontecido. Até mesmo os membros da banda que não haviam parado de tocar nem mesmo por um momento, passaram a aplaudir.
     Um beijo longo e quente. Só foi interrompido quando viram que eles não iriam se separar cedo.
     - Cara, vamos parar ai antes que a coisa fique quente demais... – disse o baterista arremessando uma baqueta em sua canela – Fôlego de vocalista é uma coisa incrível...
     - Mais incrível foi ela não ter morrido sem fôlego. – disse alguém em meio à massa que era a platéia.
     - Bem caras, eu estou de ótimo humor agora... Dessa vez passa. – disse ele abraçado a sua, agora, noiva.

18 de nov. de 2010

Escrevendo...

Hey ho!

Estava eu aqui, pensando em como continuaria minha história, e pensei "poxa! eu nunca publiquei nada sobre ela no ARPG! Farei isso agora!" e aqui estou eu! ^^

"Hey ho, let's go!" é uma história que eu ando escrevendo a algum tempo, mesmo que ainda só tenham dois capitulos.
Seu enredo é bem simples, já que a história é bem simples.
"A vida de um punk adolescente que acaba de voltar a cidade onde foi criado, 2 anos atrás ele se mudara para uma cidade no interior, mas agora com a faculdade chegando, seus pais lhe mandam de volta para a cidade para que ele termine o ensino médio e tenha um bom preparamento para a faculdade.
Mas como a vida é uma senhorinha que gosta de pregar peças, confusões aguardam a vida desse jovem problemático."

Ela também é publicada na revista digital "Projeto Redação", que é uma revista para publicar as histórias feitas por jovens que não conseguem se publicar (ou não). Quase que como a Trovão Quadrinhos, só que a Trovão publica HQs e a PR publica textos.

Bom, curtam ai uma boa, ou nem tão boa, leitura! ^^

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More

 
Top Web Hosting | manhattan lasik | websites for accountants